24/03/2012

Sobre o tempo

Tempo

O relógio faz o tic tac a todo momento. Os ponteiros avançam lentamente para frente, enquanto o cronômetro de nossa vida faz o movimento inverso. É como um vulcão: nunca saberemos quando chegará a hora. Seguimos olhando o relógio quando podemos, mas na verdade nós é que somos zelados por ele.

22/03/2012

Filosofia de bar

BarNinguém mais vai aos bares para filosofar. Estão todos muito ocupados, concentrados, focados em suas metas e objetivos, sem tempo para o lazer.

Ninguém mais vai aos bares para filosofar. Tudo aquilo fica entalado. Palavras de amor e ódio aguardam alguém que compartilhe o mesmo sentimento para transformarem-se em suspiros.

Ninguém mais vai aos bares para filosofar. Toda a paixão pela sabedoria virou uma coisa careta que só é discutida em algumas aulas na universidade.

Ninguém mais vai aos bares para filosofar. Desde que Sofia conheceu Eros, apaixonaram-se e esqueceram-se de Dionísio.

Ninguém mais vai aos bares para filosofar. Mas ficam ouvindo conversas alheias, fantasiando com quem não deve e se esquecendo de quem ama verdadeiramente.

Ninguém mais vai aos bares para filosofar. Todo mundo quer se encontrar, mas antes é preciso se ver no outro para enxergar-se.

Ninguém mais vai aos bares para filosofar. Escrevem textos para tentar aliviar a dor da alma em forma de poesia.

Ninguém mais vai aos bares para filosofar. Até encontrar quem queira.

21/03/2012

As almas inquietas

dl

Almas inquietas.
Almas inquietas existem em todos os lugares.
Aqui, ali, na cidade ao lado.
Basta procurar.
Inquietos são aqueles que têm espírito criativo, ideais até utópicos, uma grande expectativa e três qualidades básicas:
Persistência.
Compaixão.
Bom senso.
Mas toda moeda tem seus dois lados.
Nós, inquietos, somos ansiosos
Muito ansiosos.
Absurdamente ansiosos.
Ansiedade essa que existe para nos mover rumo a algo melhor do que temos hoje, nos faz lutar por nossos objetivos, assim como os sonhadores, mas com o diferencial que existe algo dentro de nós que grita cada vez mais alto sabendo que as palavras se concretizarão.
Inexoravelmente.

18/02/2012

Um brinde aos sonhadores

brindes

Embaixo do sol do meio-dia caminhamos e construímos nosso futuro. E em cada madrugada, planejamos alguma revolução. Ideais e ideologias se misturam em conversas utópicas em um lugar qualquer. O homem é um dos seres vivos mais sonhadores que existe.

06/02/2012

Sobre a penumbra

velas
A penumbra que carrega certo mistério é a mesma que nos entorpece. À meia-luz podemos ser e existir sem nos preocuparmos com o julgamento precipitado. Se o local também tiver uma música ao fundo, instantaneamente se transformará em um verdadeiro cenário. Não há nada mais envolvente do que aquilo que obscurece, mas ao mesmo tempo, transmite tranquilidade em uma combinação sem precedentes.

04/02/2012

A verdadeira imortalidade

imortalidade

Era a época auge do romantismo em plena Europa quando um jovem poeta decidiu participar de um grande simpósio que discutia sobre a imortalidade. Na verdade, aquilo tudo se parecia muito com o banquete de Platão e suas teorias sobre o amor. Haviam muitos interessados no assunto, prontos para conversar por horas e horas expondo suas idéias e ideais.

27/01/2012

Vertigens da memória [Parte V]

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A música que está tocando é a que me toca. Lembranças boas e ruins se mixam em ondas sonoras. Por um momento, todo o tempo atual pára e o  passado se faz presente. É incrível como as composições podem recriar situações que vivemos. Mas será que nossas memórias condizem com os dias de ontem?

06/01/2012

A música da chuva

chuva

Não existe música para a chuva. A chuva por si só já é música. Notas em harmonia, mas ao mesmo tempo dissonantes, que além de preencher o ambiente, nos soam bem aos ouvidos. Chuva de alegria, chuva de tristeza, chuva de renovação.

30/12/2011

Concerto de uma só música

Violino 1

Os olhos estavam atentos e os ouvidos ansiavam por uma das melhores músicas eruditas de todos os tempos: o Concerto para Violino em Mi Menor, Opus 64, do compositor Felix Mendelssohn. Era uma noite de apresentação de somente uma peça, mas que valia por uma suíte inteira de obras.