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25/05/2016

Solitude e o som do silêncio

Para ler ao som de "Sound of Silence", em versão do Disturbed

A pausa sonora tem uma grande importância nas composições musicais. Quem frequenta ou frequentou aulas de música sabe muito bem do que estou falando. O silêncio é de valor inestimável, e não só deve ser usado em partituras, mas também em nossa vida. Trata-se mais do que um momento para conectar-se com si mesmo. Estou falando de solitude.

21/05/2016

Sobre encontros, desencontros e reencontros


Sou daqueles que acredita que nada é por acaso. Não que eu creia em destino, mas tenho comigo a ideia de que há um motivo, maior que nós, para que certas pessoas passem por nossas vidas. Sim, é como dizem: nossa vida e com os que ficam. No fundo a gente sabe muito bem quem deve ficar.

15/10/2012

O dilema do andarilho (Zona de conforto)

zona
Foto: Carsten Peter / National Geographic
Visualize a cena: um andarilho caminha, em pleno inverno, por uma trilha íngreme. Faz muito frio e neva bastante, mas ele segue o trajeto com determinação. De repente ele chega a um trecho com muito vapor, que praticamente anula a temperatura negativa. Aquele local é aconchegante e acolhedor, mas embaça a visão e não o permite enxergar o que está a frente. Esta é a zona de conforto.
 

14/10/2011

Vertigens da memória [parte IV]

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Foto por: Adon LXXXIII

O encontro de dois tempos diferentes, como aquele comercial sobre o mundo sem fronteiras, é similar ao choque de duas pedras: a probabilidade de sair faísca é grande. Mas, ao contrário deste embrião do fogo, o atrito acontece de maneira agradável, passando longe da negatividade. Deparar-se com o passado, vivo em sua totalidade e diante dos olhos, é como poder voltar no tempo por alguns instantes.

24/10/2010

Concretizando o abstrato

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Como seria o nosso mundo se tudo o que é abstrato fosse concreto, palpável, e ainda por cima, estivesse à venda? Imagine se pudéssemos comprar uma dose de tempo, alguns grãos de sabedoria, ou até mesmo muitas porções de felicidade. Quais seriam nossos conceitos se fosse possível concretizar o abstrato?

19/09/2010

Vida em excesso: vinho, virtude ou poesia

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Entre os dias rotineiros e os especiais, ecoam milhares de risos, sorrisos, planejamentos, lembranças, esperanças e muitas surpresas. Charles Baudelaire já falava disso implicitamente no poema “Embriagai-vos”, no qual o poeta traçava um ideal calcado no exagero e na absorção completa do mundo, de todas as maneiras possíveis. O importante é nunca deixar que o tempo torne-se um peso em nossa vida, e uma das maneiras de evitar que isso aconteça é encontrarmos a nossos próprios meios de descontração.

22/08/2010

Vertigens da memória [Parte II]

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Por que nossas lembranças são sempre enubladas e confusas? Os fatos que recordamos nunca são íntegros e transparentes como deveriam ser. Quando gostamos muito de alguma experiência vivida, lembramos com afeto e felicidade; o mesmo acontece com o oposto, quando nos lembramos dos fatos ruins de uma maneira pior do que eles eram. Me vem à cabeça o eterno questionamento que parece não me largar: quando nos sentiremos totalmente livres das vertigens de nossa memória?

18/05/2010

Nuvens em todos os lugares

Estrada enublada

Para mim, os dias nublados são sempre os mais belos. Praticamente não me lembro de nenhum dia com esse clima que não tenha sido no mínimo agradável. Pode ser justamente porque eu gosto das nuvens encobrindo todo o céu e trazendo toda aquela calmaria nostálgica inevitável, ou por outros inúmeros motivos, o fato é que para mim os dias nublados sempre serão os mais belos, mais serenos e mais memoráveis dias.

27/04/2010

C’est la vie

folhas

A pergunta mais simples e ao mesmo tempo mais complexa que existe é: “o que é a vida?”. Ninguém sabe ao certo definir, mas todos nós vivemos dia após dia essa peça de teatro, como diria Charles Chaplin. Indo mais além, há quem faça paralelos da vida com outras situações, como uma partida de xadrez, aonde cada movimento é decisivo e sem volta. Isso é o que torna a vida tão fascinante e ao mesmo tempo tão obscura: as decisões sem volta e sem a opção de saber qual seria “o outro lado da moeda” caso seguíssemos um caminho diferente do escolhido.

20/04/2010

Vertigens da memória

Vertigem

A mudança do espaço que me cerca tem se dado de maneira muito rápida, num ritmo desenfreado e frenético. Pode parecer bobagem, mas tenho sentido os anos passarem como se fossem meses, talvez até justamente pela rápida modificação urbana aos redores daqui. Lugares mudam, casas são demolidas e reconstruídas, e temo que com elas se esfumem as minhas lembranças e também a memória de outras pessoas que residem e/ou fazem parte daquele ambiente.

13/04/2010

Vida com trilha sonora

Vinil

Pode parecer clichê, mas a frase de Friedrich Nietzsche diz tudo: “Sem música, a vida seria um erro”. Não consigo imaginar um mundo no qual não existissem os sons ritmados e harmoniosos que compõem essa que é a mais suprema das artes. Digo isso porque a música consegue transmitir muitas coisas até para quem não tem facilidade de captar os mínimos detalhes e significados presentes nelas. Assim como uma agulha num disco de vinil, nossa vida (disco) passa rapidamente enquanto nossa história (agulha) está sendo escrita. O desejo de marcar presença no mundo é o que faz a melodia.

26/03/2010

Onde está o [verdadeiro] amor?


Fato inegável: o amor vulgarizou, principalmente de alguns anos para cá. Pessoas dizem “eu te amo” com a mesma freqüência e automatismo com que dizem “bom dia”, sem ao menos pensar no que isso pode realmente significar. O amor acabou por se tornar um subproduto da indústria cultural feito para vender, e desde então isso é tido como algo belo: declarar amor a tudo que está ao nosso redor, por puro costume. Somente após muitos trancos e barrancos é que acabamos por pensar nos eu verdadeiro valor.

02/02/2010

Humanos ou máquinas?

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Nos dias atuais, mais do que nunca, é impossível fugir dessa indagação. Fazemos tudo com hora marcada, desde nosso trabalho até as atividade para nosso lazer, inclusive nosso tempo de repouso é controlado pelo despertador. As vezes até nosso comportamento é regido por um código de conduta que nos diz como devemos nos comportar nas mais diversas situações. O homem construiu a máquina, e temo que um dia a vida do homem se torne tão mecânica quanto sua criação.

13/01/2010

Máscaras da perfeição

Mask
[Fotografia: Mask, por Hannah]

Simplesmente não entendo porque muitas pessoas ainda insistem em buscar a eterna perfeição em todas as coisas, pessoas e relações. É certo e absolutamente aceitável que estejamos querendo nos aprimorar cada vez mais, mas não creio que a eterna luta pela extrema virtuosidade seja uma atitude saudável. Mais lamentável ainda é a atitude de quem se mascara só para mostrar-se orgulhosa – e falsamente – a todo mundo uma pessoa de perfeição intocável que ela é. A grande verdade é que um dia as máscaras caem, por mais que esse processo demore longos meses, anos ou décadas. A personalidade perfeita um dia se revela, e isso pode ser um grande choque a todas as pessoas envolvidas na vida de um alguém mascarado.

04/12/2009

Caixa de Pandora: o mito e a realidade

Pandora

A mitologia certamente tem muito a nos dizer, desde que saibamos interpretar seus significados. De fato, há diversos estudiosos (principalmente os psicólogos) que exploram essa relação “fantasia versus realidade” que está presente em todas essas estórias aparentemente inocentes e sem sentido. Um mito que me chama bastante a atenção é o da caixa de Pandora, e no post de hoje trago uma breve reflexão sobre o mesmo.