18/02/2012

Um brinde aos sonhadores

brindes

Embaixo do sol do meio-dia caminhamos e construímos nosso futuro. E em cada madrugada, planejamos alguma revolução. Ideais e ideologias se misturam em conversas utópicas em um lugar qualquer. O homem é um dos seres vivos mais sonhadores que existe.

06/02/2012

Sobre a penumbra

velas
A penumbra que carrega certo mistério é a mesma que nos entorpece. À meia-luz podemos ser e existir sem nos preocuparmos com o julgamento precipitado. Se o local também tiver uma música ao fundo, instantaneamente se transformará em um verdadeiro cenário. Não há nada mais envolvente do que aquilo que obscurece, mas ao mesmo tempo, transmite tranquilidade em uma combinação sem precedentes.

04/02/2012

A verdadeira imortalidade

imortalidade

Era a época auge do romantismo em plena Europa quando um jovem poeta decidiu participar de um grande simpósio que discutia sobre a imortalidade. Na verdade, aquilo tudo se parecia muito com o banquete de Platão e suas teorias sobre o amor. Haviam muitos interessados no assunto, prontos para conversar por horas e horas expondo suas idéias e ideais.

27/01/2012

Vertigens da memória [Parte V]

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A música que está tocando é a que me toca. Lembranças boas e ruins se mixam em ondas sonoras. Por um momento, todo o tempo atual pára e o  passado se faz presente. É incrível como as composições podem recriar situações que vivemos. Mas será que nossas memórias condizem com os dias de ontem?

06/01/2012

A música da chuva

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Não existe música para a chuva. A chuva por si só já é música. Notas em harmonia, mas ao mesmo tempo dissonantes, que além de preencher o ambiente, nos soam bem aos ouvidos. Chuva de alegria, chuva de tristeza, chuva de renovação.

30/12/2011

Concerto de uma só música

Violino 1

Os olhos estavam atentos e os ouvidos ansiavam por uma das melhores músicas eruditas de todos os tempos: o Concerto para Violino em Mi Menor, Opus 64, do compositor Felix Mendelssohn. Era uma noite de apresentação de somente uma peça, mas que valia por uma suíte inteira de obras.

11/12/2011

Intensidade

Para ler ao som de "The Whores Hustle and the Hustlers Whore", de PJ Harvey
Na noite urbana, o andarilho caminhava pelas ruas enquanto observava a pressa dos motoristas e todas as luzes que iluminam a cidade. Os fones de ouvido reproduziam a música da alma, que não somente tocava, mas sim fazia parte dele. Todo o cenário era composto de harmonia atmosférica e melodia sonora.

10/12/2011

Sem título

Vazio

O final de ano está chegando e ainda posso ouvir os sinos. O som não é o mesmo que toca em todo dezembro. O timbre, que soa um pouco assustador, já soa há tempos. Já passou da hora do almoço quando decidi passear pelas teclas pretas e brancas do piano que está perto da janela, para poder esquecer um pouco de tudo. O livro continua aberto, sem pressa para ser preenchido com intensas histórias, mas algumas páginas foram deixadas em branco.

12/11/2011

A grande saída

luz

Na caminhada rotineira pela cidade, por um momento tudo se tornou vertiginoso. O piso, antes quebrado, agora estava íntegro, mas o restante continuava o mesmo. O cenário dos grandes dias ainda estava lá, assim como os personagens, mas o andarilho não se sentia parte de todo aquele universo. Apesar disso lhe assustar um pouco, ele não procurava apressar seus passos. Enquanto isso, a luz ambiente desaparecia aos poucos.