Entre os dias rotineiros e os especiais, ecoam milhares de risos, sorrisos, planejamentos, lembranças, esperanças e muitas surpresas. Charles Baudelaire já falava disso implicitamente no poema “Embriagai-vos”, no qual o poeta traçava um ideal calcado no exagero e na absorção completa do mundo, de todas as maneiras possíveis. O importante é nunca deixar que o tempo torne-se um peso em nossa vida, e uma das maneiras de evitar que isso aconteça é encontrarmos a nossos próprios meios de descontração.
19/09/2010
22/08/2010
Vertigens da memória [Parte II]
Por que nossas lembranças são sempre enubladas e confusas? Os fatos que recordamos nunca são íntegros e transparentes como deveriam ser. Quando gostamos muito de alguma experiência vivida, lembramos com afeto e felicidade; o mesmo acontece com o oposto, quando nos lembramos dos fatos ruins de uma maneira pior do que eles eram. Me vem à cabeça o eterno questionamento que parece não me largar: quando nos sentiremos totalmente livres das vertigens de nossa memória?
01/08/2010
Os pés que caminham pelo mundo
Aquele indivíduo que caminhava com passos firmes decidiu não criar tantas expectativas com relação ao universo ao seu redor, e aos poucos isso o deixou mais tranqüilo. Muitos dias se passaram, e surgiu algo que o marcou, em uma manhã especial em que ele teve uma grata surpresa. Em uma das ruas na qual caminhava, uma cerejeira trocava suas flores brancas, que caíam na calçada. Este fato passava quase que despercebido por muitos que passavam por ali, mas ganhou um grande significado na vida daquele jovem de olhos curiosos.
09/06/2010
Tudo! [Crítica à ganância]
18/05/2010
Nuvens em todos os lugares
Para mim, os dias nublados são sempre os mais belos. Praticamente não me lembro de nenhum dia com esse clima que não tenha sido no mínimo agradável. Pode ser justamente porque eu gosto das nuvens encobrindo todo o céu e trazendo toda aquela calmaria nostálgica inevitável, ou por outros inúmeros motivos, o fato é que para mim os dias nublados sempre serão os mais belos, mais serenos e mais memoráveis dias.
27/04/2010
C’est la vie
A pergunta mais simples e ao mesmo tempo mais complexa que existe é: “o que é a vida?”. Ninguém sabe ao certo definir, mas todos nós vivemos dia após dia essa peça de teatro, como diria Charles Chaplin. Indo mais além, há quem faça paralelos da vida com outras situações, como uma partida de xadrez, aonde cada movimento é decisivo e sem volta. Isso é o que torna a vida tão fascinante e ao mesmo tempo tão obscura: as decisões sem volta e sem a opção de saber qual seria “o outro lado da moeda” caso seguíssemos um caminho diferente do escolhido.
20/04/2010
Vertigens da memória
A mudança do espaço que me cerca tem se dado de maneira muito rápida, num ritmo desenfreado e frenético. Pode parecer bobagem, mas tenho sentido os anos passarem como se fossem meses, talvez até justamente pela rápida modificação urbana aos redores daqui. Lugares mudam, casas são demolidas e reconstruídas, e temo que com elas se esfumem as minhas lembranças e também a memória de outras pessoas que residem e/ou fazem parte daquele ambiente.
13/04/2010
Vida com trilha sonora
Pode parecer clichê, mas a frase de Friedrich Nietzsche diz tudo: “Sem música, a vida seria um erro”. Não consigo imaginar um mundo no qual não existissem os sons ritmados e harmoniosos que compõem essa que é a mais suprema das artes. Digo isso porque a música consegue transmitir muitas coisas até para quem não tem facilidade de captar os mínimos detalhes e significados presentes nelas. Assim como uma agulha num disco de vinil, nossa vida (disco) passa rapidamente enquanto nossa história (agulha) está sendo escrita. O desejo de marcar presença no mundo é o que faz a melodia.
26/03/2010
Onde está o [verdadeiro] amor?
Fato inegável: o amor vulgarizou, principalmente de alguns anos para cá. Pessoas dizem “eu te amo” com a mesma freqüência e automatismo com que dizem “bom dia”, sem ao menos pensar no que isso pode realmente significar. O amor acabou por se tornar um subproduto da indústria cultural feito para vender, e desde então isso é tido como algo belo: declarar amor a tudo que está ao nosso redor, por puro costume. Somente após muitos trancos e barrancos é que acabamos por pensar nos eu verdadeiro valor.
